Economia

Comércio e turismo lançam campanha contra votação da escala 6x1 antes das eleições

Em apuração ?

Confederação Nacional do Comércio alerta para riscos econômicos e pede adiamento da votação da PEC no Senado

A CNC mobiliza setores do comércio, serviços e turismo contra a votação de proposta que reduz jornada de trabalho para 6 dias com 1 de descanso, marcada para ocorrer antes do pleito eleitoral. Entidade destaca impactos econômicos e pressão política no momento sensível.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) lançou neste domingo (30) uma campanha contra a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho para o regime 6x1 — seis dias de trabalho com um de descanso semanal remunerado. A entidade, que representa diversos setores econômicos, manifesta preocupação com a possibilidade de o tema ser votado antes das eleições de outubro, ressaltando que "a conta já está alta demais" e criticando mudanças às vésperas do pleito.

Segundo a CNC, cerca de 90% da mão de obra nos setores de comércio, serviços e turismo já atua sob o regime 6x1. A proposta que tramita no Senado prevê a redução da jornada semanal de trabalho com a manutenção do salário, o que, na avaliação da entidade, pode impactar significativamente a dinâmica desses setores.

A PEC avança no Senado e tem votação prevista para a próxima quarta-feira (2) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O governo Lula busca a aprovação da medida ainda antes das eleições, com o objetivo de capitalizar politicamente essa pauta durante a campanha eleitoral. Por isso, a CNC chama a atenção para o momento crítico para a economia brasileira, afirmando que "a economia brasileira já enfrenta condicionantes severos" e que as discussões simultâneas sobre a extinção da chamada taxa das nlusinhas agravam a concorrência desleal para o varejo nacional.

Em suas peças de divulgação, a campanha da CNC destaca a frase: "Mudança das regras do trabalho às vésperas das eleições? Agora não", e sinaliza o desconforto do segmento comercial em ver pautas econômicas relevantes sendo encaminhadas em período de intensa disputa política. A confederação considera que tais decisões, permeadas por interesses eleitorais, podem tornar a escolha econômica mais vulnerável e prejudicial aos setores representados.

O clima de incerteza cresce à medida que a votação se aproxima. O tema envolve debates importantes sobre direitos trabalhistas, jornada e remuneração, mas também coloca sob risco a estabilidade do setor comercial, que já convive com diversos desafios econômicos. A campanha da CNC é um apelo para que os parlamentares posterguem a votação da PEC até depois do pleito, buscando um ambiente menos politizado para decisões que afetam milhares de trabalhadores e empresários.

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O que sabemos?

  • A CNC lançou campanha contra a votação da PEC que altera a escala 6x1 antes das eleições.
  • A proposta pode ser votada na CCJ do Senado em 2 de agosto.
  • 90% da mão de obra nos setores representados pela CNC atua no regime 6x1.
  • O governo Lula quer aprovação antes do pleito para usar o tema na campanha eleitoral.

O que ainda não foi confirmado?

  • Informações divulgadas apenas pela Folha de S.Paulo.

Fontes

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