Economia

Bolsas europeias caem com alta dos juros e volatilidade no petróleo após tensão EUA-Irã

Em apuração ?

Avanço no rendimento dos títulos soberanos e alta nos preços da energia pressionam mercados, impactando setores industriais e automotivos

Gráfico com queda das bolsas europeias em 1º de outubro
Imagem: CNN Brasil

Nesta terça-feira (1º), as bolsas da Europa fecharam majoritariamente em baixa, sob influência da escalada dos rendimentos dos títulos soberanos e do aumento do preço do petróleo, motivados pela retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã. Apesar do impacto negativo em setores industriais, automotivo e de defesa, empresas do setor de energia apresentaram desempenho positivo.

As principais bolsas da Europa encerraram o pregão desta terça-feira (1º) em queda, refletindo a apreensão dos investidores diante de uma combinação de fatores econômicos e geopolíticos. Segundo a CNN Brasil, o avanço dos rendimentos dos títulos soberanos e a escalada nos preços do petróleo, amplificada pela retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã, pesaram sobre o mercado.

O petróleo, cuja alta tensiona ainda mais os mercados pela influência direta nos custos de produção e transporte, reforçou os temores inflacionários e acentuou apostas na manutenção ou elevação das taxas de juros por parte dos bancos centrais. Esse ambiente prejudicou principalmente os setores industrial, automotivo e de defesa na Europa, como demonstram as perdas expressivas nas bolsas e em ações específicas.

Em Londres, o índice FTSE 100 recuou 0,32%, fechando aos 10.789,28 pontos, enquanto o DAX de Frankfurt caiu 1,14%, a 25.958,31 pontos. A bolsa de Paris registrou baixa de 0,39%, com o CAC 40 aos 8.301,85 pontos, e o italiano FTSE MIB amargou o maior tombo, cedeu 1,33% a 51.915,18 pontos. Em Madri, o Ibex 35 diminuiu 0,84%, chegando a 19.805,50 pontos, contrastando com a Lisbonense PSI 20, que encerrou o dia levemente positivo, com avanço de 0,44% para 9.478,42 pontos. As cotações são preliminares.

Na zona do euro, o índice de preços ao consumidor (CPI) anual acelerou de 2,9% em julho para 3,3% em agosto, alinhado ao consenso de mercado. Por sua vez, o núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como energia e alimentos, desacelerou para 2,4%, o que sustenta uma expectativa predominante de aperto monetário pelo Banco Central Europeu (BCE).

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O KBC Bank atribui a alta global dos yields — os rendimentos dos títulos públicos — à conjugação do encarecimento da energia, uma perspectiva de política monetária mais restritiva e maiores prêmios de risco fiscal. Ainda segundo essa instituição financeira, tais elementos pressionam os mercados financeiros em múltiplas frentes.

Na Alemanha, embora o Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial tenha avançado para 54,3, indicando expansão no setor, as vendas no varejo sofreram uma queda significativa de 3,4% em julho na comparação mensal, o que alimenta preocupações sobre o consumo interno.

No mercado de ações, a fabricante de equipamentos de defesa Rheinmetall viu suas ações caírem mais de 3%, refletindo a enfraquecida demanda no setor. De maneira semelhante, os papéis das montadoras europeias exerceram pressão negativa sobre os índices. Em Londres, a agência de publicidade WPP, por sua vez, registrou quedas próximas a 4%, após notícias veiculadas pela CNN Brasil indicarem que o grupo pretende cortar cerca de mil empregos até o fim do ano, informação que ainda aguarda confirmação oficial.

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O que sabemos?

  • Bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda em 1º de outubro.
  • Avanço dos rendimentos dos títulos soberanos e aumento do petróleo impulsionados pela tensão EUA-Irã pressionaram mercados.
  • Inflação na zona do euro acelerou para 3,3% em agosto; núcleo da inflação desacelerou para 2,4%.
  • Setores industrial, automotivo e de defesa foram os mais impactados negativamente, enquanto ações de petroleiras se destacaram.

Fontes

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