Bolsa e dólar sob influência de pesquisa eleitoral e tensões internacionais
Mercado financeiro reage às últimas sondagens e conflitos no Oriente Médio
Investidores acompanham dados de pesquisa eleitoral e cenário internacional, refletindo otimismo no mercado brasileiro.
Na manhã desta quinta-feira (3), o mercado financeiro brasileiro apresentou sinais de otimismo, influenciado principalmente por uma pesquisa eleitoral recente e por tensões internacionais na região do Oriente Médio. Segundo dados divulgados às 11h27, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, operava com alta de 0,8%, atingindo 186.702 pontos, enquanto o dólar tinha uma leve queda de 0,12%, cotado a R$ 5,10. Esses movimentos ocorrem após uma terça-feira marcada por otimismo, quando o Ibovespa fechou em alta de 3% e o dólar recuou 0,89%, refletindo o impacto das pesquisas eleitorais que indicam uma disputa mais acirrada entre Lula, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL, na corrida presidencial para 2026. Ainda sob análise, uma nova pesquisa do Datafolha aguarda para ser divulgada, intensificando a expectativa do mercado sobre o cenário eleitoral futuro. Além do aspecto político, os investidores estão atentos às tensões entre Estados Unidos e Irã, que continuam a gerar instabilidade no Oriente Médio, contribuindo para a valorização do petróleo e influenciando o preço dos ativos brasileiros. Segundo uma fonte, essa combinação de fatores tem impulsionado a alta recente dos ativos domésticos e reforçado a percepção de uma possível alternância de poder nas próximas eleições. Conforme divulgado pela pesquisa Quaest nesta quarta-feira (2), Lula possui 37% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 30%. Ainda de acordo com o levantamento, no cenário de segundo turno, Lula e Flávio estão tecnicamente empatados, com 42% e 41%, respectivamente, indicativo de uma disputa acirrada. Na mesma pesquisa, a versão anterior, divulgada em 14 de agosto, mostrou leves variações, com Lula mantendo 38% e Flávio 31%, além de um empate técnico no segundo turno. Analistas do mercado avaliam que o perfil de Flávio, que mostra maior alinhamento com a disciplina fiscal, e as declarações feitas por ele em entrevista ao Jornal Nacional, onde afirmou que, se eleito, fará ajustes na dívida pública sem alterar Previdência Social ou política de valorização do salário mínimo, reforçam o cenário de proximidade entre os principais candidatos. Em contrapartida, Lula declarou que não se preocupa com a dívida pública, mas que a responsabilidade fiscal é uma diretriz que orienta sua atuação. O posicionamento do mercado tem sido de otimismo moderado, com analistas destacando que essa menor distância entre os nomes mais fortes na disputa diminui o prêmio de risco político e fiscal embutido nos ativos brasileiros, beneficiando bancos, varejistas e empresas sensíveis às variações nos juros. Segundo Rodrigo Moliterno, chefe de renda variável da Veedha Investimentos, esse cenário favorece a estabilidade e os investimentos no país, enquanto Marcos Praça, analista da Zero Markets Brasil, acrescenta que a mudança na percepção de risco está contribuindo para a redução dos spreads e valorização de ações de setores mais impactados pelos juros. Ainda, o mercado não deixou de repercutir as tensões internacionais, especialmente as disputas e conflitos no Oriente Médio, que continuam a influenciar os preços do petróleo, afetando investidores globais e, consequentemente, a economia brasileira.
O que sabemos?
- A Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) tinha alta de 0,8% às 11h27, atingindo 186.702 pontos.
- O dólar tinha leve redução de 0,12%, cotado a R$ 5,10.
- Na quarta-feira (2), o Ibovespa fechou com alta de 3%, e o dólar recuou 0,89%, após pesquisa eleitoral revelar disputa mais equilibrada entre Lula e Flávio Bolsonaro.
- A pesquisa Quaest mostra Lula com 37% e Flávio com 30% das intenções de voto no primeiro turno para 2026.
- No segundo turno, Lula e Flávio aparecem empatados tecnicamente, com 42% e 41%, respectivamente.
- Analistas avaliam que a proximidade entre os candidatos reduz o risco político percebido pelos investidores.
- Conflitos entre EUA e Irã continuam influenciando o mercado internacional e os preços do petróleo.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa



