Ciência

Cientistas mantêm organoides cerebrais humanos vivos por mais de cinco anos em laboratório

Em apuração ?

Pesquisa da Universidade Harvard e do Broad Institute supera recorde anterior e revela amadurecimento desses minicérebros

Imagem ilustrativa de organoide cerebral humano cultivado em laboratório
Imagem: Revista Galileu

Equipe dos EUA consegue preservar organoides cerebrais com mais de 1 milhão de células por tempo recorde, permitindo acompanhar o desenvolvimento cerebral humano.

Uma equipe formada por cientistas da Universidade Harvard e do Broad Institute, ambos localizados nos Estados Unidos, conseguiu manter organoides cerebrais humanos vivos em laboratório por um período superior a cinco anos. Esse tempo representa cerca de três vezes a duração do recorde anterior, que era de 694 dias, ou quase dois anos, registrado em 2021 por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles e da Universidade Stanford.

Esses "minicérebros" são aglomerados tridimensionais de células cultivadas em laboratório que funcionam como modelos simplificados do cérebro humano, permitindo observar processos biológicos que seriam difíceis de estudar diretamente em pessoas. Cada organoide analisado no novo estudo continha mais de 1 milhão de células do córtex cerebral, a camada externa responsável por funções como percepção, pensamento e memória.

O artigo que descreve essa pesquisa foi publicado na semana anterior na revista Nature. Segundo Paola Arlotta, professora de Harvard e autora sênior do estudo, "não sabíamos até que ponto o desenvolvimento e a maturação do tecido cerebral humano poderiam ocorrer fora do contexto do cérebro normal dentro da cabeça".

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O que sabemos?

  • Os organoides cerebrais humanos foram mantidos vivos em laboratório por mais de cinco anos.
  • O recorde anterior de longevidade para organoides similares era de 694 dias.
  • Cada organoide continha mais de 1 milhão de células do córtex cerebral.
  • Os organoides funcionam como modelos simplificados do cérebro humano, permitindo o estudo de processos biológicos.
  • O estudo foi publicado na revista Nature na semana anterior à data dos fatos.
  • Paola Arlotta é professora de Harvard e autora sênior do estudo.

O que ainda não foi confirmado?

  • Informação divulgada apenas por Revista Galileu; aguardando outras fontes.

Fontes

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