Ciência

Investimento filantrópico em ciência: doação privada que complementa, não substitui, o Estado

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Especialista da USP explica o papel da filantropia diante da insuficiência do investimento público em pesquisa no Brasil

João Passador falando sobre investimento filantrópico na ciência brasileira
Imagem: Jornal da USP

O investimento filantrópico é apresentado como uma doação privada feita por pessoas físicas e jurídicas que visam benefícios sociais, mas precisa atuar em conjunto com o financiamento público para fortalecer a ciência nacional.

O debate sobre a insuficiência do investimento público na ciência brasileira ganhou novo impulso ao ser ressaltado que o aporte filantrópico, muito embora essencial, não é suficiente para substituir o papel do Estado no apoio às pesquisas. João Passador, professor do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da USP, explica que o investimento filantrópico consiste em doações feitas por pessoas físicas e jurídicas interessadas no avanço da ciência e em benefícios sociais, como o desenvolvimento de novos tratamentos médicos e a melhoria da educação.

Segundo Passador, essas doações privadas funcionam como uma complementação, uma ajuda valiosa, mas a responsabilidade principal pelo financiamento das pesquisas no Brasil permanece com o governo. "A filantropia não deve substituir o Estado, ela deve complementar o investimento público", destaca o professor.

O especialista também observou que, em termos comparativos, o Brasil ainda é bastante modesto no volume do orçamento destinado à pesquisa científica. “A gente chega a destinar metade ou menos do que economias de países de ponta, ou mesmo emergentes, que mostram os resultados do investimento na pesquisa. Então, de qualquer maneira, do ponto de vista da riqueza nacional, a gente deveria aumentar essa porcentagem", afirmou Passador.

Embora o investimento público insuficiente não seja um problema recente, ele exige soluções urgentes para viabilizar o progresso da ciência no País. Enquanto isso, o investimento filantrópico representa uma importante iniciativa privada que busca acelerar avanços que impactem positivamente a sociedade.

Em síntese, o cenário atual aponta para um modelo no qual a colaboração entre o setor público e as iniciativas filantrópicas pode fortalecer a pesquisa científica brasileira, mas sem que o aporte privado substitua o papel estratégico do Estado como principal financiador.

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O que sabemos?

  • Investimento filantrópico é doação privada por pessoas físicas e jurídicas para fins sociais.
  • Segundo João Passador, essa filantropia complementa, mas não substitui o investimento público em pesquisa.
  • O Brasil destina porcentagem inferior ao investido em pesquisa por países de ponta e emergentes.
  • A insuficiência do investimento público em pesquisa não é recente e precisa ser enfrentada.

O que ainda não foi confirmado?

  • Informação divulgada apenas por Jornal da USP; aguardando outras fontes.

Fontes

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