Pesquisa indica que bebês recém-nascidos têm percepção inata dos números
Estudo italiano monitora atividade cerebral de recém-nascidos expostos a estímulos numéricos e sugere sentido numérico natural desde os primeiros dias de vida
Experimento da Universidade de Trento avaliou 21 bebês com até três dias de vida, usando sensores para medir respostas cerebrais a estímulos visuais e sonoros numéricos, apontando para uma possível inatismo no reconhecimento de quantidades.
Pesquisadores da Universidade de Trento, na Itália, realizaram um experimento inovador com 21 bebês recém-nascidos, com até três dias de vida, para investigar se o sentido numérico — a capacidade de perceber quantidades — é inato em humanos ou desenvolvido posteriormente. Trata-se de uma investigação que busca entender como o cérebro dos seres humanos desde o início já consegue extrair informações numéricas do ambiente.
Segundo a reportagem do UOL Notícias, cada bebê foi equipado com uma touquinha contendo sensores capazes de monitorar impulsos elétricos cerebrais. Durante os períodos em que os bebês estavam acordados e com os olhos abertos, foram apresentados estímulos simultâneos: áudios nos quais era repetido o mesmo som — como a palavra "la" — em diferentes quantidades, por exemplo, 4 ou 12 vezes, enquanto imagens com 4 ou 12 pontos eram exibidas.
O desafio do experimento foi grande, já que bebês de poucos dias dormem quase o tempo todo e têm períodos muito curtos de consciência. Ainda assim, os pesquisadores conseguiram identificar indícios da atividade cerebral dos recém-nascidos diante desses estímulos numéricos. Essa resposta sugere que a percepção dos números poderia não depender da linguagem ou da cultura, mas estar ligada a mecanismos intrínsecos do cérebro humano.
De acordo com especialistas, isso fortalece a hipótese de que a noção de quantidade é apreendida de forma tão natural quanto a percepção das cores e começa a funcionar desde os primeiros dias da vida. Por ora, essas descobertas são preliminares e baseadas apenas nesta pesquisa divulgada pela UOL Notícias; outras fontes ou estudos complementares ainda serão aguardados para confirmação oficial.
O estudo deixa perguntas abertas sobre quais são exatamente os mecanismos neurológicos que possibilitam essa percepção precoce e como ela pode se desenvolver com o crescimento e a aquisição da linguagem e de conhecimentos culturais. Além disso, amplia o debate sobre os fundamentos biologicamente inatos que contribuem para o aprendizado da matemática ao longo da vida.
O que sabemos?
- Um estudo da Universidade de Trento analisou 21 bebês com até três dias de vida.
- Os bebês foram expostos a estímulos simultâneos de sons repetidos (4 ou 12 vezes) e imagens com pontos (4 ou 12).
- Sensores na cabeça dos bebês monitoraram a atividade elétrica do cérebro.
- A pesquisa sugere que a percepção numérica pode ser inata, mas isso ainda não foi confirmado oficialmente por outras fontes.
Fontes
- UOL Notícias imprensa




