Teste Público de Segurança das urnas eletrônicas não confirmou invasão por hackers
Postagens virais nas redes alegam invasão durante teste do TSE, mas informação é desmentida oficialmente
Circula um post com alegação falsa de que urnas eletrônicas foram invadidas em teste público de segurança realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Justiça Eleitoral esclareceu que nenhum sistema foi comprometido, e o evento é parte da fiscalização dos sistemas eleitorais.
Circulam nas redes sociais publicações que indicam, equivocadamente, a invasão das urnas eletrônicas brasileiras durante o Teste Público de Segurança promovido em 2025 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o site oficial da Justiça Eleitoral, no comunicado divulgado na última sexta-feira, 28 de agosto, "é enganoso afirmar que as urnas eletrônicas foram invadidas durante o Teste Público de Segurança de 2025".
O post, publicado no Instagram em 12 de agosto e que já acumula mais de 9 mil curtidas, 970 comentários e mais de 1,5 mil republicações, mostra a imagem de uma urna eletrônica e traz um texto que afirma que "os melhores hackers do Brasil tentaram invadir uma urna eletrônica em teste de segurança: foram 35 planos de ataque diferentes e a urna foi invadida em todos". O conteúdo ainda sugere que o TSE utiliza essas avaliações para aprimorar a segurança do sistema eleitoral.
De acordo com o comunicado oficial da Justiça Eleitoral, o Teste Público de Segurança é uma etapa fundamental da fiscalização eletrônica, destinada a permitir que especialistas externos busquem vulnerabilidades e apresentem sugestões para aprimorar o sistema antes das eleições. O evento realizado em dezembro de 2025 previa 35 planos de ataque, dos quais 29 foram executados. Contudo, apenas quatro planos apresentaram achados que não comprometeram a integridade, o sigilo do voto ou o resultado das eleições.
O TSE destaca que é equivocado afirmar que as urnas foram invadidas, ressaltando que o sistema eletrônico de votação no Brasil é utilizado desde 1996 e está sujeito a diversos métodos de auditoria, fiscalização e avaliação, além de contar com o Teste Público de Segurança, realizado preferencialmente em anos não eleitorais, como em 2025.
O que sabemos?
- Circulam nas redes sociais alegações falsas de invasão das urnas eletrônicas durante o Teste Público de Segurança de 2025.
- O comunicado oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclarece que é enganoso afirmar que as urnas foram invadidas no teste.
- No teste realizado em dezembro de 2025, foram previstos 35 planos de ataque, dos quais 29 foram executados.
- Apenas quatro planos apresentaram achados que não comprometeram a integridade, o sigilo do voto ou o resultado das eleições.
- O sistema eletrônico de votação brasileiro é utilizado desde 1996 e passa por diversos métodos de fiscalização e auditoria.
- O Teste Público de Segurança é uma etapa para especialistas externos identificarem vulnerabilidades e sugerirem aprimoramentos.
- Este teste é preferencialmente realizado em anos não eleitorais.
Fontes
- G1 imprensa





