URGENTE Brasil

Recall de veículos Jeep no Brasil por risco de incêndio e problemas com cintos de segurança

Em apuração ?

Montadora lança campanhas para modelos Gladiator, Wrangler e RAM 1500 devido a falhas que podem causar acidentes e incêndios

Veículos Jeep Wrangler e RAM 1500 em uma concessionária durante recall
Imagem: G1

A Stellantis anunciou recalls no Brasil envolvendo 1.472 unidades de Jeep e RAM devido a falhas no sistema elétrico e nos cintos de segurança. Proprietários devem agendar inspeções gratuitas nas concessionárias.

Em uma medida que tem chamado atenção no mercado automotivo brasileiro, a Stellantis, proprietária das marcas Jeep, RAM e Fiat, anunciou recentemente campanhas de recall envolvendo diversos modelos comercializados no país. Segundo informações divulgadas pela própria fabricante, o objetivo é garantir a segurança dos consumidores diante de possíveis falhas que podem levar a acidentes, lesões físicas e até riscos de incêndio.

De acordo com o comunicado oficial, o recall afeta 1.472 unidades dos modelos Jeep Gladiator e Wrangler, com anos-modelo que variam de 2021 a 2025 para o Wrangler e de 2022 a 2025 para o Gladiator. A principal causa apontada para a convocação é uma falha identificada no circuito elétrico da bomba de direção eletro-hidráulica, podendo, em situações extremas, provocar um princípio de incêndio. A montadora alerta que esse problema também representa riscos de danos materiais e de lesões físicas aos ocupantes e a terceiros, sendo recomendada a agendamento de uma verificação técnica nas concessionárias, que dura aproximadamente 30 minutos.

Além desses modelos, a Stellantis anunciou também um recall para a RAM 1500, envolvendo 5.810 unidades fabricadas entre 2019 e 2026, não confirmado oficialmente como sendo do mesmo problema do sistema elétrico. O motivo, segundo a marca, refere-se a uma falha na fixação dos cintos de segurança na segunda fileira de bancos. Essa falha, se não corrigida, pode levar à falta de retenção dos ocupantes em caso de frenagens bruscas ou acidentes, potencializando riscos de ferimentos, danos materiais ou até óbitos.

Segundo a mesma fonte, a falha nos cintos de segurança envolve pontos de ancoragem das fivelas do cinto do meio e do passageiro à esquerda, logo atrás do motorista. Ainda não há confirmação sobre a gravidade do problema na versão brasileira, mas a Stellantis já realizou verificações em outros países, como os Estados Unidos, onde a agência Reuters confirmou que mais de 1,5 milhão de unidades da RAM 1500 estão sujeitas ao recall, fabricadas entre 2019 e 2026. Nesse país, a falha foi relacionada à fixação dos cintos na segunda fila, especialmente na fivela do cinto do meio e do passageiro lateral, com potencial de aumento do risco de ferimentos aos ocupantes.

Apesar de a companhia ter anunciado esses recalls, ainda não há confirmação de que os problemas de segurança tenham causado acidentes ou lesões até o momento, e o próprio fabricante informou que um caso de lesão possivelmente relacionado ao defeito de fixação foi registrado, sem registros de mortes até o momento. Proprietários das unidades envolvidas foram orientados a procurar uma concessionária para inspeção gratuita, cujo procedimento deve levar cerca de 30 minutos, incluindo o reparo se necessário.

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O que sabemos?

  • Recall envolve 1.472 unidades de Jeep Wrangler e Gladiator por risco de incêndio devido a falha no circuito elétrico.
  • Recall de RAM 1500 no Brasil afetando 5.810 unidades por problemas na fixação dos cintos de segurança na segunda fileira.
  • Problema nos cintos na RAM foi confirmado também em unidades nos EUA, com mais de 1,5 milhão de veículos incluídos.
  • Procedimento de verificação e reparo é gratuito e leva cerca de 30 minutos.
  • Ainda não há confirmação de acidentes ou mortes relacionadas aos defeitos.
  • O problema no circuito elétrico da Jeep pode provocar princípio de incêndio.
  • A Stellantis orienta os proprietários a agendar inspeções nas concessionárias.
  • O recall dos Jeep inclui modelos de 2021 a 2025; da RAM, modelos de 2019 a 2026.

Fontes

  • G1 imprensa
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