Brasil

Trabalhadores do Itamaraty promovem protestos globais por melhores condições

Em apuração ?

Funcionários contratados locais vestem preto em atos simultâneos do Japão aos EUA para reivindicar reajustes e direitos

Manifestantes do Itamaraty vestindo roupas pretas em diversos países
Imagem: Folha de S.Paulo

Em 1º de agosto, cerca de 3.400 trabalhadores locais do Ministério das Relações Exteriores realizam manifestações em diversos postos consulares ao redor do mundo, cobrando melhores salários e critérios claros de reajuste salarial, conforme apurado pela Folha de S.Paulo.

Trabalhadores contratados locais do Ministério das Relações Exteriores, popularmente conhecido como Itamaraty, realizam nesta terça-feira (1º) protestos simultâneos em postos consulares espalhados pelo mundo. Segundo a reportagem da Folha de S.Paulo, esses funcionários, que desempenham atividades de apoio em consulados, embaixadas e outras representações brasileiras no exterior, vestiram roupas pretas para expressar insatisfação com as condições trabalhistas vigentes.

Esses contratados locais, que somam cerca de 3.400 pessoas segundo dados públicos, são diferentes dos diplomatas oficiais e assistentes de chancelaria. Eles podem ser brasileiros ou estrangeiros e atuam em funções que exigem conhecimento das normas, costumes e da realidade do país onde estão lotados. Desde 1993, quando houve uma mudança legislativa, esses trabalhadores têm suas relações trabalhistas e previdenciárias regidas pela legislação do país onde prestam serviço, e não mais pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) brasileira.

O protesto deste 1º de agosto tem como foco principal a reivindicação por melhores condições salariais, com ênfase na defasagem dos valores pagos atualmente e a falta de critérios objetivos para reajustes. Funcionários de diversos consulados ouvidos pela reportagem destacaram que a ausência de um padrão claro para atualização dos salários gera insatisfação significativa, prejudicando a motivação e o reconhecimento profissional desses trabalhadores.

O Brasil mantém um total de 228 representações diplomáticas, entre embaixadas, consulados, missões e delegações em 138 países. A abrangência do protesto, de acordo com informações preliminares, inclui funcionários em países tão distantes quanto os Estados Unidos e Japão, demonstrando alcance global das reivindicações.

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Em resposta a questionamentos sobre o tema, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que os reajustes salariais obrigatórios dos contratados locais são "rigorosamente observados" com base na legislação local dos países onde eles atuam. Contudo, a reportagem apurou que essa posição não apaga completamente a insatisfação quanto à aplicação desses reajustes e a transparência dos critérios adotados.

Até o momento, as informações sobre os protestos e suas motivações foram divulgadas exclusivamente pela Folha de S.Paulo, e outras fontes oficiais ou independentes ainda não confirmaram detalhes adicionais ou se manifestaram sobre o tema. O movimento acende o debate sobre as condições de trabalho de servidores do Itamaraty que, apesar de essenciais para a operação das representações brasileiras no exterior, têm seus direitos condicionados às variações legais dos países onde atuam.

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O que sabemos?

  • Trabalhadores contratados locais do Itamaraty protestam globalmente em 1º de agosto.
  • Eles vestiram roupas pretas para reivindicar melhores condições salariais e critérios claros de reajuste.
  • São cerca de 3.400 empregados, regidos pela legislação local desde 1993.
  • O Ministério das Relações Exteriores afirma cumprir rigorosamente a lei local para reajustes.

Fontes

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