Brasil

Lula nega ter chamado presidente do BC de traidor durante jantar em Brasília

Em apuração ?

Em encontro com banqueiros e empresários, presidente criticou juros altos, mas elogiou competência de Gabriel Galípolo

Foto de Lula em evento oficial
Imagem: Folha de S.Paulo

Durante jantar na capital federal, Lula rebateu rumores de desentendimento com o presidente do Banco Central e explicou sua insatisfação com a alta dos juros, que chegaram a 14%.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou ter chamado o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, de traidor, durante um jantar ocorrido na última segunda-feira (31), em Brasília. A informação, publicada inicialmente pela Folha de S.Paulo e baseada em relatos de dois empresários presentes no encontro, circulava entre banqueiros e empresários, mas foi desmentida pelo próprio petista.

Segundo esses relatos, Lula teria reagido com irritação à reportagem que afirmava sua decepção com Galípolo, chamando os jornalistas de "canalhas" e enfatizando que essa narrativa era "uma mentira". O presidente ressaltou que considera Galípolo uma "pessoa preparada e competente, que vai ser bom para o Brasil".

O economista Gabriel Galípolo foi indicado pelo presidente Lula para um mandato de quatro anos no comando do Banco Central, cargo que assumiu em 2025. Apesar das expectativas do chefe do Executivo de que a indicação resultaria na redução das taxas de juros, a Selic permanece em 14%, um nível apontado por especialistas como muito elevado para o atual momento econômico do país.

Durante o encontro em Brasília, Lula reconheceu a complexidade do quadro econômico e afirmou não poder responsabilizar "uma pessoa física" pela manutenção dos juros altos. Em tom de brincadeira, mas demonstrando uma frustração genuína, disse: "Agora, que eu estou puto com o Galípolo e com esses juros, eu estou", o que provocou risos entre seus interlocutores.

Até o momento, a informação foi divulgada exclusivamente pela Folha de S.Paulo e ainda não há confirmação oficial de outras fontes ou posicionamento formal por parte do Banco Central ou do governo. Também não há indicações de divergências na versão apresentada pelo presidente Lula, que busca preservar a imagem e a autoridade do seu indicado para um dos cargos mais estratégicos da área econômica.

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O que sabemos?

  • Lula negou que tenha chamado Gabriel Galípolo de traidor durante jantar em Brasília.
  • Galípolo foi indicado por Lula para um mandato de quatro anos no Banco Central e assumiu em 2025.
  • Os juros básicos no país estão em 14%, patamar considerado elevado, contrariando expectativas iniciais do presidente.
  • A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo com base em relatos de dois empresários presentes no jantar, sem confirmação oficial de outras fontes.

Fontes

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