Invasão do peixe-leão preocupa costa brasileira e gera ações de controle
Mais de 400 exemplares capturados na Bahia em apenas um mês
A chegada do peixe-leão na costa da Bahia tem mobilizado autoridades, pesquisadores e pescadores. A captura de mais de 400 animais em Porto Seguro indica um avanço da espécie exótica, que pode impactar a biodiversidade marinha local.
Desde junho de 2026, a presença do peixe-leão no litoral baiano tem sido motivo de preocupação entre especialistas e órgãos de proteção ambiental. Segundo a gestora do Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fóra, Martina Rossato, a espécie, originária do Indo-Pacífico, vem se expandindo pela costa brasileira e ameaça o equilíbrio dos ecossistemas marinhos, além de representar risco às atividades pesqueiras e ao turismo local.
A primeira confirmação oficial da presença do peixe-leão na região ocorreu em 12 de junho, quando registros indicaram um exemplar no Parque Natural Municipal Recife de Fóra, uma unidade de conservação de proteção integral mantida pela Prefeitura de Porto Seguro. Logo após essa descoberta, as autoridades intensificaram ações de monitoramento e conscientização, envolvendo universidade, pescadores e operadores de mergulho. Ainda segundo informações da mesma fonte, a iniciativa previa inicialmente ações de informação, orientando os profissionais do mar a reconhecerem a espécie e a evitar acidentes, além de alertar sobre a necessidade de comunicar novos avistamentos.
Em agosto de 2026, uma ação inovadora foi adotada em Porto Seguro: a entrega de um estímulo financeiro de R$10 por exemplar capturado e entregue à Colônia de Pescadores Z-22. De acordo com a fonte exclusiva, essa medida visa não apenas estimular a retirada do peixe-leão, mas também criar um acervo que possa contribuir com estudos científicos. No período, mais de 400 peixes-leão — exatamente 442 — foram recolhidos e enviados à Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) para análise, envolvendo procedimentos como triagem, biometria e coleta de dados biológicos.
Embora os espinhos do peixe-leão representem risco em caso de manipulação por pessoas não treinadas, a espécie tende a permanecer associada a ambientes submersos, como recifes e fundos rochosos, o que reduz o perigo para banhistas nas praias. Ainda assim, o alerta permanece: a captura e o manejo devem ser feitos com cuidados e por profissionais capacitados, pois até o momento não há registros de erradicação da espécie em nenhuma região do mundo. Essa invasão pode exercer forte pressão sobre espécies nativas de pequenos peixes e crustáceos, o que pode afetar a biodiversidade e os recursos pesqueiros locais.
O projeto de controle, que começou antes mesmo de a espécie ser detectada oficialmente na Bahia, reflete a preocupação crescente com o avanço do peixe-leão. Ainda não há informações confirmadas oficialmente sobre a quantidade total de exemplares já retirados ou os impactos concretos na biodiversidade local, e o próprio clube ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto. As ações continuam sendo coordenadas pelas autoridades ambientais e pela comunidade científica que busca compreender a extensão do fenômeno e desenvolver estratégias para mitigar seu impacto.
O que sabemos?
- Mais de 400 peixes-leão foram capturados na Bahia em agosto de 2026.
- A espécie foi confirmada oficialmente no litoral da Bahia em 12 de junho de 2026.
- Projeto de controle começou antes da confirmação oficial, com ações de conscientização e captura.
- A captura foi incentivada com R$10 por exemplar capturado, totalizando 442 peixes entregues.
- A espécie é exótica, do Indo-Pacífico, e ameaça o ecossistema local.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





