Especialista alerta para retrocessos sociais e políticos no Brasil a um mês das eleições
Psicóloga destaca a normalização de discursos autoritários e preconceituosos diante do cenário político atual
Falta apenas um mês para as eleições e a diretora do Instituto Gerar de Psicanálise, autora dos livros "Manifesto Antimaternalista", "Felicidade Ordinária" e "Análise", expressa preocupação com a inércia da população diante de propostas que ameaçam direitos conquistados, como o voto feminino e a liberdade religiosa.
Faltando apenas um mês para as eleições brasileiras, uma sensação inquietante de hesitação e impasse tem tomado conta daqueles que demonstram alguma preocupação com o destino do país. Segundo a diretora do Instituto Gerar de Psicanálise, autora dos livros "Manifesto Antimaternalista", "Felicidade Ordinária" e "Análise", e doutora em psicologia pela USP, uma inércia gigantesca parece predominar em meio a dificuldades sociais e políticas.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, a psicanalista destacou que, diante da deterioração das condições de vida e da persistência da pobreza, a resposta da sociedade tem sido, no mínimo, paradoxal. "Como justificaremos nossa omissão histórica? Matar pobres em vez de eliminar a pobreza, impor a própria religião, defender o fim ou a subordinação do voto feminino, propor a intervenção norte-americana no Brasil e, cereja do bolo, promover uma ditadura são posições que não parecem abalar a maioria dos ouvintes atuais", ressaltou.
Ela ressalta que, em um cenário em que o cinismo se sobrepõe, denunciar os descalabros torna-se um desafio ainda maior. A psicanalista observa que “as pessoas se vangloriam dos crimes e das injustiças que defendem ou cometem em vez de se envergonhar”. Estas declarações refletem a forte preocupação com a normalização de discursos autoritários, discriminatórios e, muitas vezes, violentos.
O que sabemos?
- Falta um mês para as eleições.
- A diretora do Instituto Gerar de Psicanálise é autora dos livros "Manifesto Antimaternalista", "Felicidade Ordinária" e "Análise".
- Ela é doutora em psicologia pela USP.
- A psicanalista expressa preocupação com a inércia diante de propostas que mencionam o fim ou a subordinação do voto feminino, a imposição de religião, apoio à intervenção norte-americana e promoção da ditadura.
- Ela alerta para a normalização de discursos autoritários e preconceituosos.
- As declarações foram dadas em entrevista à Folha de S.Paulo.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa





