Distrito Federal enfrenta recorde de calor e baixa umidade histórica no fim de agosto
Especialistas alertam para os efeitos à saúde causados pelo clima seco e calor intenso, influenciados pelo El Niño
Com temperatura chegando a 35,2 ºC e umidade relativa do ar em apenas 13%, moradores do DF sentem os impactos da seca extrema. A tendência é de mais dias quentes, indicam meteorologistas, enquanto médicos explicam os riscos à saúde.
O Distrito Federal viveu um desconforto climático incomum no fim de agosto, atingindo recordes históricos de calor e baixa umidade do ar. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), por três dias consecutivos a capital federal marcou temperaturas de até 35,2 ºC na estação do Gama, enquanto Planaltina registrou nível crítico de umidade relativa do ar, chegando a apenas 13%.
Em meio a esse cenário, o professor Ricardo Luiz de Melo Martins, da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), explicou que a baixa umidade pode causar problemas sérios ao organismo. "A baixa umidade acarreta a concentração de névoa seca e deixa o ar que respiramos concentrado de poeiras em suspensão, fumaça dos automóveis e partículas oriundas das queimadas que ocorrem quando a umidade está muito baixa", afirmou.
Segundo ele, entre os efeitos da seca prolongada e da baixa umidade estão o ressecamento das vias respiratórias, formação de crostas, sangramento nasal, alergias, infecções na pele e no sistema respiratório, além de sintomas como dor de cabeça, fraqueza, mal-estar e instabilidade da pressão arterial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que a umidade ideal fica em torno de 60%, sendo que valores muito abaixo desse patamar aumentam os riscos à saúde da população.
O evento climático está relacionado à nova passagem do fenômeno El Niño, que, de acordo com especialistas citados pelo Inmet, tem 70% de probabilidade de ser o mais forte da história. Essa condição contribui para a manutenção do calor intenso e do tempo seco na região, mesmo com possibilidade de pequenas chuvas isoladas.
O contexto climático marcante tem sido acompanhado de perto pelas autoridades e pela população, que vivem a sensação típica do período de seca: garganta seca, boca craquelada e pele áspera. Medidas de precaução para evitar a desidratação e outras complicações são recomendadas, pois a mudança no clima afeta não só o conforto, mas também a saúde de todos no Distrito Federal.
O que sabemos?
- Distrito Federal registrou recorde histórico de temperatura de 35,2 ºC na estação do Gama no fim de agosto.
- Umidade relativa do ar caiu para 13% em Planaltina, nível crítico para a saúde.
- Baixa umidade do ar é causada em parte pelo fenômeno El Niño, que deve ser o mais forte da história, segundo especialistas.
- A baixa umidade pode provocar problemas respiratórios, dificuldades de hidratação e sintomas como dor de cabeça e sangramento nasal, alerta o professor Ricardo Luiz de Melo Martins.
Fontes
- G1 imprensa





