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Dependência de pneus importados aumenta vulnerabilidade do mercado automotivo no Brasil

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Cadeia global de importação enfrenta desafios devido a tufões na China e problemas logísticos

Porto de Xangai lotado com navios aguardando liberação durante tufões
Imagem: CNN Brasil

A crise climática na China e a alta do frete marítimo impactam o abastecimento de pneus importados no Brasil, evidenciando vulnerabilidades no setor automotivo nacional.

Segundo a ANIP (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), a dependência de pneus importados tornou-se uma vulnerabilidade crescente para o setor automotivo brasileiro. A recente ocorrência de severos tufões na China, que afetaram os principais terminais marítimos de Xangai e Ningbo, trouxe preocupação ao destacar a fragilidade da cadeia de fornecimento. Com mais de 800 navios aguardando liberação nos portos asiáticos e o custo do frete marítimo saltando de US$ 3 mil para mais de US$ 9.500 por contêiner, as operações de importação estão sob forte pressão.

A situação revela a dependência do Brasil na importação, que, segundo a ANIP, cresceu de forma acelerada nos últimos anos, tornando a cadeia logística internacional um ponto de vulnerabilidade. Para contextualizar, em 2019, as fabricantes instaladas no país respondiam por cerca de 70% das vendas de pneus no mercado de reposição, mas esse número caiu para aproximadamente 30% atualmente, com maior domínio das importações.

Dados compilados pela CNN Brasil indicam que, no primeiro semestre de 2026, as indústrias nacionais venderam 17,8 milhões de pneus, uma redução em relação aos 19,1 milhões do mesmo período do ano anterior. Por outro lado, as importações aumentaram 81,2% no mesmo intervalo, reforçando a inversão de mercado. Ainda assim, o setor enfrenta uma mudança estrutural que pode ter consequências na produção, no emprego e nos investimentos no Brasil, além de afetar a disponibilidade de pneus no mercado.

Segundo a ANIP, essa transformação é impulsionada pela diminuição da participação das fabricantes locais, que antes respondiam por maior parte das vendas e hoje estão mais vulneráveis às oscilações internacionais. O setor acompanha de perto os impactos da crise climática global e dos desafios logísticos na China, país que responde por uma parcela significativa das importações de pneus para o Brasil.

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O que sabemos?

  • Tufões recentes na China afetaram terminais marítimos importantes, como Xangai e Ningbo.
  • Mais de 800 navios aguardam liberação nos portos asiáticos.
  • Custo do frete marítimo aumentou de US$ 3 mil para mais de US$ 9.500 por contêiner.
  • Há pressão nas operações de importação de pneus para o Brasil.
  • Segundo a ANIP, a dependência do Brasil em pneus importados cresceu aceleradamente.
  • Em 2019, fabricantes locais respondiam por cerca de 70% do mercado de reposição de pneus; hoje essa participação é de aproximadamente 30%.
  • No primeiro semestre de 2026, as indústrias nacionais venderam 17,8 milhões de pneus, contra 19,1 milhões no mesmo período do ano anterior.
  • As importações de pneus cresceram 81,2% no mesmo intervalo.
  • A cadeia internacional de pneus enfrenta vulnerabilidades decorrentes de fatores climáticos e logísticos.
  • O setor acompanha o impacto da crise climática e dos desafios logísticos na China, importante fornecedor para o mercado brasileiro.

Fontes

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